Trilha sonora da leitura

domingo, 28 de outubro de 2012

A culpa é das estrelas - John Green


 "[...] Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer; ter um filho que bate as botas por causa de um câncer."- Página 14

Hazel Grace Lancaster é uma garota de 16 anos que tem sua vida interrompida anos antes por um câncer em estágio terminal. Ela não é uma garota comum a qualquer série e nem mórbida como seria de se esperar.Uma de suas maiores preocupações,se não a maior, é de como seus pais ficaram depois de sua morte.
O livro se inicia em um grupo de apoio a pessoas como ela, mediado por Patrick e literalmente no coração de Deus.Dentro desse grupo de apoio ela conhece Agustus Waters, que já teve câncer e chegou a perder metade de uma perna.
Gus, logo de cara chama Hazel para ver um filme em que ele acredita que a Natalie Portman está igual a ela. E por mais diferente que isso fosse das atitudes normais de Hazel, ela aceita.
"[...] Eu nunca fui outra coisa a não ser uma paciente terminal; todo o meu tratamento tinha como objetivo estender a minha vida, e não curar o câncer. [...]  meu capítulo final foi escrito no momento do diagnóstico. O Gus, como a maioria dos sobreviventes do câncer, vivia na incerteza." - Página 152
Com medo de ser um perigo para Gus ela demora a aceitar o que começa a acontecer entre eles.
Ao mesmo tempo que há esse foco da narrativa no casal Hazel e Gus, há o amigo em comum deles [ e motivo de Gus ir na reunião];Isaac que sabe que irá ter que ficar cego, e namora Mônica a quem sempre diz " Sempre" que representaria ficarem juntos para sempre, porém quando a cirugia que o deixará cego se aproxima ela diz não aguentar e termina com ele. A reação dele quanto a isso e a de Hazel creio que é um dos momentos mais tocantes do livro.
O livro traz a narrativa em primeira pessoa, com a própria Hazel narrando sua história, motivo que eu só fui entender ao final do livro...Com uma escrita leve, apesar de retartar assuntos muito graves o livro demonstra parte em que rimos e outras que choramos.
O câncer está presente a todo instante, Hazel não nega que ela é doente e tenta viver uma vida normal, afinal ela tem até um nome para o concentrador de oxigênio que ela é obrigada a usar a noite [Felipe]; porém também não quer morrer, não quer se entregar, ela quer lutar, quer rir e chorar.
John Green coloca no papel a sensação de como é ter a vida por um triz, de como é quase morrer. Além do fato de conduzir com perfeição e naturalidade o romance vivido por Hanzel e Gus. 
Fiquei completamente viciada ao ler o livro e por motivos pessoais, ele me tocou profundamente e fez com que a Hazel e o Gus se tornassem pessoas, e não personagens, pelos quais eu torcia para ficarem bem.
Ele de forma geral é um livro que me fez refletir, repensar coisas e atitudes.
Recomendo o livro para pessoas que querem realmente rir e chorar, pois não é um livro com o qual se possa ficar indiferente.
Beijos.(:


4 comentários:

  1. Linda resenha lari!
    to ansiosa pra ler esse livro, o tema dele é bem legal...o câncer é uma doença que me assusta muito! e esse livro deve ser muito bom!
    beijos

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    Respostas
    1. É bem assustadora mesmo, mas o livro é ótimo!!

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  2. Se tornou um dos meus favoritos *-*
    Adorei a resenha.
    Beijos

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